sábado, 5 de febrero de 2011

OS BENEFÍCIOS DA ADVERSIDADE

05-02-2011


OS BENEFÍCIOS DA ADVERSIDADE

Você que teve um ano de 2010 cheio de dificuldades, enfrentando problemas na área afetiva, no campo monetário e profissional, nas relações interpessoais, na tua saúde e em várias outras áreas, tenho uma ótima notícia para você. Em uma oportunidade, como psicólogo, fiz acompanhamento de um paciente com o vírus da AIDS. Ele morava em uma Instituição que dava assistência a pessoas com esse tipo de problema de saúde. Era um líder la dentro. Ajudava a todos, tinha um comportamento exemplar. Era bastante educado e atencioso. Aos poucos, nos atendimentos que fiz com ele, fui descobrindo que era um ex presidiário e tinha tido uma vida no submundo do crime tendo cometido vários delitos, o que lhe haviam rendido alguns anos de cadeia. Encontrava forças nas drogas e bebidas para esse tipo de vida. Um determinado dia me disse que era eternamente grato a Deus por ter lhe permitido adquirir o HIV. Diante de minha fisionomia de espanto continuou dizendo que durante toda sua vida tinha sido um homem destemido e fazia aquilo que lhe dava vontade como se tivesse um motor lhe impulsionando, mas quando o médico lhe disse que estava com o HIV, todo o mundo que tinha construído desabou feito uma torre de Babel e a partir dali conseguiu refletir sobre a vida que levava até então e entendeu que tinha feito tanta coisa errada para si e para os outros que continuava vivo por mera bênção de Deus. Entendeu também que devia mudar como pessoa se quisesse continuar vivendo e a partir desse dia iniciou uma nova caminhada por campos verdejantes.

Anota ai o que vou dizer. Essas palavras não são minhas, mas de um dos maiores psicólogos que já tive o privilégio de ler que se chama Napoleon Hill: “Toda a adversidade traz em si a semente de um bem igual ou maior”. Quando você conseguir entender a profundidade dessa frase e o alcance que ela tem, isso pode mudar completamente tua vida. Essa frase já é a semente de todos os tesouros prometidos por Salomão, em Provérbios, a quem adquire a sabedoria. Para início de conversa, você vai agradecer a Deus por tantas dificuldades estarem ocorrendo na sua vida ao mesmo tempo. Não duvide tudo isso é a sua maior bênção, caso você tenha sabedoria para aproveitar a oportunidade de mudar que nunca te foi tão evidente. Isso significa que está tendo mais chance de mudar e crescer do que os outros que tiveram um 2010 tranqüilo, sem maiores problemas. Se você acha que seu patrão não presta, ótimo. Será um erro culpá-lo e matutar mudar de patrão antes de você mudar a si mesmo e ser um pouco melhor, menos encrenqueiro, mais eficiente, mais capaz. Sei que você se queixa do quanto ganha por considerar seu salário muito baixo, mas talvez não mereça nem esse pouco que ganha, pois nas suas atribuições faz apenas o mínimo que acredita lhe garantirá o emprego e jamais se esforça pra ser a cada dia um pouco melhor e mais eficiente do que no dia anterior. Se sua esposa não é a mulher que você achava que era e sempre sonhou, ótimo. Há muito tempo está na hora de você começar a protegê-la e mudar e ser um marido melhor, elogiando tantas qualidades que ela tem e tantas coisas que ela tem feito por você e pelos filhos de vocês, em vez de ficar paquerando outras mulheres colocando a culpa na sua esposa. Se o seu marido deixou de ser o seu príncipe encantado, ótimo. Está na hora de você se tornar mulher de verdade, gastando menos tempo diante do espelho e da televisão e mais diante de um bom livro, crescendo como pessoa e sendo uma companheira acolhedora e mãe melhor. Se o governo criou tantos impostos que te sufocaram ano passado, ótimo. Não culpe o sistema político por teus males. Não são os impostos que são altos e sim você que vale pouco no mercado de trabalho, por isso ganha uma miséria. Veja menos televisão, leia mais livros, faça cursos e treinamentos, assim agregará valor a tua profissão e ganhará mais sendo um homem melhor. Se ver alguém jogando papel na rua, ótimo. Não faça o mesmo e pegue o lixo do chão e coloque numa lata de lixo. Lembre-se a diferença entre quem tem sucesso na vida e os fracassados não está no que acontece a eles e sim nas atitudes que eles têm diante do que lhes acontece.

Todas as experiências difíceis são oportunidades que Deus está nos dando para mudar algo que está errado em nós mesmos e nos tornarmos melhor. Essas experiências trazem em si a semente de um benefício no mínimo equivalente. Observe seu passado e veja as situações em que foi derrotado ou passou por grandes dificuldades. Nos informa Hill que as possibilidades são de que, caso tenha deixado bastante atrás a derrota para que a ferida sare, vai conseguir descobrir a semente de um benefício equivalente. Basta procurar essa semente e sem falta a descobrirá mais cedo ou mais tarde.

martes, 1 de febrero de 2011

A VERDADE QUE DESTRÓI

29-01-2011


A verdade que destrói



As limitações da natureza tornaram o ser humano um elemento inseguro. Ainda que às vezes se deixe iludir, nunca tem controle sobre absolutamente nada desde seu nascimento até sua morte. Tudo é presente e empréstimo para que possa sobreviver e faça o melhor uso do que ganhou. O meio e cultura onde nascer e viver o influenciará na construção de seu universo. Toda essa insegurança o impulsiona em direção ao aprendizado e ao desenvolvimento, na tentativa de encontrar um controle que em verdade jamais virá. Quando descobrir isso, no entanto, será tarde demais, muitas águas terão passado e suas crenças já se transformaram em paradigmas.

Nos primeiros anos de vida, em função de as inseguranças serem mais gritantes e por questões de sobrevivência, cada indivíduo mantém-se aberto a novas experiências e aprendizados que aos poucos guiarão seus passos. Existem muitas leis que, independente se você acredita nelas ou nao, irão funcionar da mesma forma, podendo lhe causar sérios danos caso as ignore. Se soltarmos um copo de nossas mãos, fatalmente estará a mercê da lei da gravidade e cairá até encontrar um anteparo que o sustente. Ao dia se sucede a noite quer levemos ou não em conta. Em qualquer parte do mundo será assim e desrespeitar essas leis é mera tolice.

Existem, no entanto, as verdades que são construídas pelo homem e, por serem construídas, são “verdades relativas” e portanto não universais, podendo se aplicar a um individuo, a um grupo ou mesmo a uma nação, mas não a toda a humanidade. Todos temos “nossas verdades” e, se não tomamos cuidado, tentamos impô-las aos outros. Temos dificuldades em perceber que nossas crenças são óculos que colocamos sobre nossos olhos que nos fazem ver a realidade de um determinado modo, quase sempre distinto da forma como os outros a vêem e a interpretam. Quanto mais velhos ficamos, nos acostumamos tanto com essas lentes, que temos a impressão que o mundo é exatamente assim como o vemos, quando é construção individual e faz parte apenas de nosso micro universo. Quando essas verdades relativas são tratadas como absolutas, trazem em si grande potencial para o conflito e a intolerância. A maioria das pessoas, ainda que possa apresentar menos flexibilidade em suas crenças e paradigmas com o passar da idade, se mostra aberta a novos ventos e sempre vai se renovando num processo de reconstrução das próprias verdades, respeitando outras crenças e mantendo uma boa convivência. No entanto, algumas pessoas e povos, reivindicam o monopólio da verdade e tentam impor seus valores, pensamentos e formas de ser e viver, gerando todo tipo de problemas de relacionamento, guerras e destruição. Isto pode se dar dentro da família, no ambiente de trabalho ou em qualquer relacionamento. Sem o respeito às diferenças não há nem crescimento nem boa convivência.

Sobre esse tema, reproduzo abaixo um texto publicado em novembro de 1921 por um dos mais ilustres pensadores que já tive o privilégio de ler, Napoleon Hill, intitulado “ensaio sobre a intolerância”:

“Quando o alvorecer da inteligência se espalhar sobre o horizonte oriental do progresso humano, e a Ignorância e a Superstição tiverem deixado suas últimas pegadas nas areias do tempo, será registrado, no último capítulo do livro dos crimes do homem que seu pior pecado foi o da intolerância. A pior intolerância é a que nasce de preconceitos religiosos, raciais e econômicos, e das divergências de opinião. Quanto tempo passará ainda, ó Deus, até que nós, pobres mortais, compreendamos a loucura de tentarmos destruir-nos um ao outro porque somos de diferentes crenças religiosas ou origem raciais? O tempo que nos foi concedido nesta terra é apenas um breve instante. Como uma vela, somos acesos, brilhamos por um momento, tremeluzimos e morremos. Por que não podemos aprender a viver de tal modo durante nossa curta visita que, quando chegar a grande Caravana chamada Morte e anunciar que a visita terminou, estejamos prontos para dobrar nossas tendas e, silenciosamente, sem medo ou temor, mergulhar no grande desconhecido? Quando houver cruzado a fronteira para o outro lado, espero não encontrar nem judeus nem gentios, nem católicos nem protestantes, nem alemães, nem ingleses, nem franceses. Espero lá encontrar apenas Almas humanas, Irmãos ou Irmãs, sem as marcas da raça, do credo ou da cor, pois quererei que haja acabado a intolerância e eu possa repousar em paz por toda a eternidade”.


Comentários (2)

Waldiva Carvalho
29-01-2011
Adorei, publiquei partes no Facebook, Parabéns. Waldiva


Naiara
31-01-2011
Maravilha de texto, parabéns!

domingo, 23 de enero de 2011

Apenas vocês dois

22-01-2011


Apenas vocês dois

Meus pais eram muito tementes a Deus. Possuíam um nível elevado de espiritualidade. Preferiram expressar grande parte dessa conexão com Deus através da religião católica. Na minha infância, num vilarejo chamado Serra da Pedra, no sul de Santa Catarina, em uma pequena casa de madeira, se dormia nunca depois das nove horas da noite, sempre depois de eu e meus onze irmãos ouvirmos uma estorinha, fruto da criatividade, contada ora por meu pai ora por minha mãe. Mas, esse pequeno conto, muito desejado por mim e meus irmãos todos os dias, apenas era dito depois de rezarmos o Terço em família. Quem é de origem católica e tem mais de 50 anos sabe a que estou me referindo.

Minha mãe era uma pessoa maravilhosa. Extrovertida que somente ela, sempre de bem com a vida, tinha na ajuda às pessoas seu maior prazer. Ela tinha no entanto uma queixa que foi se intensificando quanto mais idosa ficava, até falecer com seus 84 anos. Dizia com freqüência que a morte era muito injusta, pois nascíamos dentro de uma família, criávamos outra família, tínhamos filhos, desenvolvíamos relações de afeto e amor para com um monte de pessoas, nos apegávamos a elas e depois vinha a morte ceifando a todos, deixando dor e saudades. Sempre refleti sobre essa preocupação de minha mãe e de alguma forma concordo com ela, mas aos poucos fui tendo algumas compreensões que me ajudaram a lidar com essa realidade.

Não adianta espernear ou reclamar, a realidade é essa: em muitos momentos de tua vida, você poderá contar apenas com você mesmo e com Deus e mais ninguém. De maneira definitiva isso acontece quando alguém que nos ajuda morre e não podemos mais contar com ela. Entendi com o passar dos anos que você e Deus compõem um universo completo e todos os “bens” e pessoas que amamos são apenas extensão dessa completude. O grande erro é transformar o que é extensão no principal. Todas as pessoas que amamos e nos amam, nossos pais, nossos filhos, nossos irmãos, nossos amigos e tanta gente, da mesma forma que os bens que temos para vivermos nosso dia a dia e ajudarmos as pessoas a nossa volta, são apenas extensão desse universo constituído por você e Deus. Eles são importantes sim, mas o apego demasiado, como se fosse um bem que nos pertence é um grande erro. Agradeça por tudo o que você tem. Agradeça pelo amor de tantas pessoas maravilhosas que te toleram e respeitam, mas nunca esqueça que um dia te deixarão se você não os deixar primeiro. Não esqueça que momentos virão em tua vida em que poderá contar apenas com Deus além de ti mesmo. Em alguns momentos, não importa o quanto de bens você conseguiu acumular, não importa a quantidade de pessoas que você ama e que te amam. Nessas horas você se sentirá completamente sozinho se fizer dessas pessoas teu porto seguro. Entenda que você e Deus compõem um universo perfeito e completo e que traz dentro de ti todas as sementes do bem e dessa plenitude, bastando apenas te descobrir e desenvolver essas habilidades e dons. Você tem dois pais e duas mães: teu pai e mãe verdadeiros e originais é Deus. Teu pai e tua mãe são instrumentos D’Ele para o cuidado material e afetivo que necessitas para teu desenvolvimento. Não esqueça, todas as sementes da completude e plenitude de realizações estão dentro de você. No entanto é necessário que você planeje teu sucesso, planeje vencer, planeje a construção da estrada que separa o fosso entre teus desejos e a realização deles. Aprendi que não planejar o sucesso é planejar o fracasso.

Nas minhas aulas na Universidade tenho falado menos de teorias e mais de vivências e experiências. Mostro sempre que posso para meus alunos todos os erros que cometi e identifiquei nos meus quase 60 anos de idade para que eles, quase todos com menos de 25 anos ainda, na flor da idade como dizia minha mãe, possam navegar por outras águas e não cometam os mesmos enganos que cometi. Zig ziglar costuma dizer em seus treinamentos que os fracassados deviam dar conferencias e treinamentos por todo mundo. Quanto mais fracassados fossem, melhor para que contassem a todos o que fizeram ou deixara de fazer para alcançar um fracasso tão retumbante e assim as pessoas ao ouvirem evitassem repetir os mesmos atos, pois saberiam onde isso iria levar. À minha filhinha Gabriela, atualmente com seis anos, digo sempre que o verdadeiro pai dela é o “ Papai do Céu” e que eu sou apenas o segundo pai dela ou seja aquele que está cuidando dela aqui, mas o mais importante é o pai verdadeiro ou seja Deus.

Não esqueça. Nada, absolutamente nada te pertence. Tudo é empréstimo dentro da benevolência de Deus. Você talvez nem imagina, mas recebeu e recebe todos os dias presentes magníficos os quais quase sempre tem dificuldades em identificar. O fato de não identificar os presentes não os torna menos importantes. Assim, por tudo o que te cerca ser empréstimo que pode te ser tirado a qualquer momento, te apega no Deus do Universo, onipotente e onipresente, do qual você derivou e agradeça a todo momento pela vida, pelo ar que respira, pelo sol que te ilumina todos os dias e pela noite que te dá chances de repousar e recuperar as forças. Agradeça também pelos filhos que tem, pelos pais, pelos irmãos e por tantas pessoas e coisas maravilhosas que fazem parte da tua vida. Diga todos os dias “ muito obrigado meu Deus” e lute por um mundo melhor, para que tua passagem nessa vida não se resuma a ser apenas mais um consumidor de oxigênio, também presente de Deus.
* Psicólogo,Dr. Em saúde mental, Psicanalista e escritor- Prof. Associado
- Instit. de Psicologia-UFU-Email: cvital@mailcity.com Tel.034-9158-9012
www.drclaudioferreiracoach.com

sábado, 15 de enero de 2011

Ativo ou Passivo?

15-01-2011


Ativo ou Passivo?



Uma das principais diferenças entre o ser humano e os animais está relacionada com o arbítrio. Enquanto que esses são controlados por leis biológicas, aqueles têm a capacidade de tomar decisões a partir da vontade e da inteligência, ainda que possam ferir os interesses biológicos. Todas as experiências pelas quais o ser humano vai passando durante sua vida caracterizam sua educação. Ainda que muitas vezes entendamos a palavra educação como o processo formal escolar, esse conceito é muito mais amplo e complexo. Também essa palavra não tem conotação de valor, tornando-se positiva ou negativa em função das experiências, quer internas ou externas, vividas por alguém. Vemos diariamente uma multidão de fracassados a nossa volta, quase sempre identificados com a “massa”.Os homens que encontramos na rua ou são grosseiros e estúpidos ou então buscam camuflar essas posturas com um sorriso ou palavra falsos quando entendem que portar-se assim pode lhes render alguma vantagem.

A sociedade se divide em duas classes: a dos ativos e a dos passivos. A segunda classe é muito numerosa, enquanto que a primeira conta com um punhado de homens. Os primeiros fazem, os segundos assistem. Os primeiros são agentes da própria história, construindo com cada ato todos os dias seu futuro, enquanto que os segundos são guiados pelo relógio biológico, partindo do nada e indo para lugar nenhum.

Os homens ativos não tem medo de tomar iniciativas. Sentem medo, mas não se intimidam com ele e seguem em frente, apesar do medo. Desenvolvem auto disciplina. Sabem que o principal caminho para dominar o mundo é domar a fera que têm dentro de si. Não desconhecem que o domínio de si próprio quase sempre requer dolorosas experiências de aprendizado, mas os resultados são surpreendentes. Estão seguros que podem realizar seus sonhos e que as únicas impossibilidades são as auto impostas. Entenderam que se tornam o que pensam e por isso a importância da escolha do que deixam entrar na própria mente. Essas pessoas trabalham mais do que a maioria, passam por grandes dificuldades, mas não se prendem a elas, pois conseguiram ter a visão do que o futuro lhes reserva e fazem o que fazem não em função do que são ou têm no momento presente, mas na certeza do que serão e terão no futuro. Essas pessoas se preocupam com idéias e não com pessoas ou coisas. Gastam seu tempo em atividades que agregam valores a si mesmos para poder ajudar os outros. Se tornam líderes, pois aprenderam que apenas ajudando os outros podem se realizar como pessoas e serem ajudados.Entenderam que são responsáveis em ajudar as pessoas a terem uma vida melhor e digna e que serão lembrados depois que se tornarem pó, não pelo que deixaram de riquezas materiais, mas por quantas pessoas conseguiram ajudar.

Os homens passivos não sonham e vivem sem objetivos. Deixam que os outros façam o que deveriam fazer. Adoram ser empregados para serem mandados por alguém. Preferem vender a própria liberdade ao patrão em troca de migalhas, pois não conseguem tomar as rédeas da própria vida e administrar sua liberdade, renunciando sem ao menos conhecer qualquer oportunidade para dar uma guinada na própria vida. São como bambuzais, se inclinam para onde os ventos sopram. Em vez de usar essa flexibilidade para vencer as tempestades, como fazem os homens ativos, têm essa característica como uma fraqueza e falta de objetivos. Qualquer lugar não faz diferença, pois não sabem para onde vão. Essas pessoas se deliciam em falar da vida alheia e criticam a tudo e a todos. Raro é que uma pessoa que os cercam caia doente sem que tenham uma vaga esperança de a ver morrer. Torcem pelo fracasso alheio para se sentir identificados e diminuir a culpa. Mentem tanto para si mesmos que acreditam que o mundo é mau e que, não fosse essa maldade, se dariam bem na vida. Sentem uma vontade enorme de dormir e se entregam a esse prazer sempre que podem. Mas o prazer preferido ao qual se entregam com maior freqüência é o de ser expectador. São expectadores da própria vida. Gastam várias horas por dia diante de um aparelho de televisão. Não importa o programa que esteja passando, o que importa é deixar o aparelho ligado e ser expectador. Essas pessoas também amam ir a estádios ver futebol e tudo o que os possa manter na passividade é com eles mesmos. Sobre os passivos, assim se pronunciava Franklin: “ Esses homens são muito superficiais e poltrões.Começam uma coisa e depois, encontrando dificuldade, fogem desanimados, mesmo possuindo a capacidade para realizar. Bastaria apenas que quisessem empregá-la”.

A Qual dos times você pertence? Dos ativos ou dos passivos?

sábado, 8 de enero de 2011

EDUCAÇAO E RESPONSABILIDADE

08-01-2011


Educação e Responsabilidade



Toda a nossa educação formal nas escolas está voltada para o mercado de trabalho, dentro das regras do mundo capitalista. Existem algumas crenças que estão associadas a esse sistema. Fazem parte delas acreditar que o sucesso vem pela competição, que apenas o primeiro lugar interessa e que as escolas precisam preparar o sujeito desde pequeno para o mercado de trabalho.Tal tipo de percepção levou fatalmente o homem a uma postura egoísta onde os interesses individuais se sobrepõem aos coletivos. A competição deixou como conseqüência sentimentos de inveja, ciúmes e raiva e tantas vezes o sucesso de um tem sido conseguido às custas do fracasso ou do prejuízo do outro. Também fragilizou o conceito de honestidade, lealdade e ética, levando muitas pessoas a transgressões gritantes, mas sempre justificadas como sendo essas as regras do jogo para a sobrevivência.

Fiz em 2009 um estudo em uma escola incrível na cidade do Porto em Portugal, chamada de “ Escola da Ponte”, em função de próximo dela passar um rio e uma rodovia se cruzando. As crianças que ali estudam, mais de duzentas, são guiadas por outros princípios. Ali aprendem que o interesse coletivo vem antes do próprio. Que é necessário ajudar sempre os outros que precisam mais do que nós. Que a natureza é a mãe de todos, é nossa casa e que precisa ser respeitada e cuidada. Que quando todos se preocupam com o bem alheio, logo todos são beneficiados e os sentimentos relacionados com competição e inveja não têm sentido de ser. Ali se tem na realidade a prova de que outro mundo diferente do que tem sido pregado nas escolas tradicionais é possível.

Sig Ziglar, em um de seus livros, tratando de educação, traz uma estorinha muito ilustrativa sobre a questão da educação e responsabilidade. São quatro personagens que assim se chamavam: Todo Mundo, Alguém, Qualquer Um e Ninguém. Tinha uma tarefa muito importante para ser feita e Todo Mundo estava certo que Alguém o faria. Qualquer Um a podia fazer, mas Ninguém fez. Alguém se aborreceu porque era tarefa de Todo Mundo. Todo Mundo pensou que Qualquer Um podia ter feito e que Alguém a faria. Ninguém se deu conta de que Todo Mundo pensou que Alguém a faria. No fim das contas, Todo Mundo culpou Alguém porque Ninguém fez o que Qualquer Um podia ter feito. Conclui o autor que “Qualquer um pode, mas todos devem fazer”. Aí está um conceito de educação quase sempre negligenciado por nossos pais e mestres.

Desde as pequenas coisas em casa, até tarefas no trabalho, passando por muitas circunstâncias enquanto estamos na rua, sempre somos levados a crer que as tarefas que exigem algum sacrifício são de responsabilidade dos outros e somos tentados a buscar atalhos, muitas vezes dentro de princípios duvidosos, para facilitar nossa vida. Assim em casa, se vemos uma louça suja, uma roupa no chão, poeira na sala, logo deduzimos que não é tarefa nossa, que estamos cansados e que não fomos nós que sujamos. No trabalho, buscamos nos ater apenas ao mínimo dentro das tarefas que fazem parte de nossas atividades e tudo o que vai além disso, sempre nos justificamos que não faz parte de nosso trabalho. Na rua, quando vemos sujeira no chão, nem nos importamos, afinal de contas é tarefa dos lixeiros. Avançamos o sinal de trânsito porque “estamos atrasados” e quase atropelamos a vovó que passada na faixa de pedestre e ainda a olhamos com cara feia depois de pisar no acelerador. Vemos um cego querendo atravessar a rua, mas continuamos nossa caminhada a passos largos, pois já está na hora de entrar no serviço e tem muito trabalho de ontem que ficou para hoje, esquecendo que aquele cego poderia ser um de nós e nem valorizamos tantos presentes que Deus nos deu.

Podemos até nem nos dar conta, mas quando todos agem assim, a natureza é desrespeitada, as outras pessoas são ignoradas e prejudicadas, a convivência em casa e no trabalho se torna insuportável e, como conseqüência, todos sofrem, porque todos olham apenas para o próprio umbigo. Sim, um mundo diferente do que estamos vivendo é melhor, mas não espere que o prefeito ou o presidente faça as mudanças pois quem tem que mudar somos cada um de nós. A grande mudança que precisa ser feita está dentro de nós. Se tiver vontade de criticar alguém, de culpar alguém, culpe a si mesmo, responsabilize a si e saiba que o mundo irá mudar apenas quando você mudar. Você terá que vestir os óculos da humildade para que, quando se olhar no espelho, consiga ver que terá mais um dia pela frente para dominar a fera que vai dentro de ti e poder auxiliar a mudar esse mundo e transformar sua casa que é a terra, em um ambiente melhor para se viver, onde as pessoas se respeitam, se amam e todos se sentem responsáveis pela solução dos problemas. Quando cada um se preocupa em resolver os problemas que existem, onde quer que esteja, por menor que sejam, todos se beneficiam e nos corações habitarão sentimentos de amor, fraternidade e respeito. Um mundo assim somente será possível quando você mudar. O ano apenas começou. Arregace as mangas e mãos a obra. O futuro te pertence.

domingo, 2 de enero de 2011

Feliz Ano Novo de 2011

01-01-2011


Feliz Ano Novo de 2011



É sempre necessário o aprendizado com os idosos, da mesma forma que é bom observá-los, manter inúmeras conversas, pois, independente do quanto tenham estudado nas escolas e universidades, todos foram excelentes alunos na escola da vida. Meu pai se estivesse vivo hoje, teria mais de 100 anos. Ele relativizada muito a noção de tempo e sempre dizia para aproveitar e viver bem a cada momento, pois, num piscar de olhos o que vivemos hoje é passado, virando lembrança e tantas vezes saudades. Tenho um tio por parte da minha mãe, ilustre advogado, que está com 95 anos, meu querido tio Edir, do qual tenho ótimas lembranças e sinto saudades. Ele vive na cidade de Cachoeira do sul no Rio Grande do Sul, cidade que sempre desejei conhecer, mas que nunca concretizei. Foi o tio com o qual mais me afeiçoei e era o que me dava mais atenção, pois costumava nos visitar com freqüência onde morávamos no interior de Santa Catarina. Lembro-me que a primeira salsicha que comi em minha vida foi ele quem nos trouxe e ele, vendo o quanto me deliciava saboreando cada algumas delas, me apelidou de “falfifa”, e passei a ser chamado carinhosamente assim por ele. Eu devia ter algo como seis ou sete anos, ele um pouco mais de 40. Hoje, ele com quase um século de existência e eu prestes a completar 60 anos vejo que meu pai tinha razão. Como gostaria de conversar hoje com meu tio para aprender com ele o que não está escrito em nenhum livro. Num sopro nossas vidas se passam e, se não tomamos cuidado, podemos chegar ao final dela tendo sido apenas um consumidor de oxigênio e nossa passagem não deixará saudades. Assim, da mesma forma que podemos aprender muito com os idosos, também a caminhada que já trilhamos pode nos guiar nas tomadas de decisões para os próximos passos.

Tire uma hora pelo menos no dia de hoje e reflita sobre tua vida, o caminho que já trilhou, mas foque principalmente no ano que apenas acabou. Faça o balanço das conquistas e sonhos realizados, mas também observe quais realizações que você mais uma vez procrastinou esperando por um milagre. Cuidado também com os planos que foram adiados “para o ano que vem” e que na segunda quinzena de janeiro já são abandonados. Observe teus últimos cinco anos. Caso não esteja contente com o que realizou ou deixou de realizar, precisa urgentemente tomar providências, pois, fazer as mesmas coisas que sempre fez e esperar resultados diferentes é a mais clara demonstração de insanidade. E quando quem faz uma afirmação dessas é um físico que mudou o mundo com suas descobertas e que tem por nome Einstein, é melhor prestar atenção.

James Allen tem um livrinho que se você não leu, não deixe passar esse ano sem ler que se chama “ O homem é aquilo que ele pensa”. Não precisa maiores explicações para que se entenda do que se trata. Observe o que você tem dado de comer para seu corpo e para sua mente e entenderá a origem das tuas doenças, dos teus caprichos, das tuas qualidades e dos teus defeitos, dos teus sucessos e dos teus fracassos. Veja quantas horas por dia em média você utiliza diante de um aparelho de televisão se entupindo de noticiários, Faustoes e Anas Marias Bragas. Se você usa, que seja apenas uma hora por dia em média diante desse aparelhinho hipnotizador, lembre-se que em 2010 foram 365 horas jogadas no lixo. Pior do que isso, você alimentou sua mente com todo esse lixo e precisa se limpar urgente se quiser dias melhores. Já pensou quantos livros poderia ter lido, o quanto teria aprendido, o quanto de valor teria agregado às suas habilidades profissionais e o quanto melhor poderia ter sido? Napoleon Hill nos alerta para um fato curioso da nossa natureza, que nossas mentes sempre encontram uma maneira de transformar em realidade concreta as coisas sobre as quais mais pensamos. Se vivemos pensando em dívidas, se vivemos pensando no que vemos nos noticiários e nos programas de televisão, aos poucos nossas mentes irão nos transformando nisso que vemos e pensamos. Você é fruto dos teus pensamentos e crenças e, não importa que tipo de crença ou pensamento que leve dentro de ti, sempre você está certo. Se você espera fracassar, pode ter certeza que o fará. Se ver apenas algo de negativo a cada oportunidade que Deus te manda para mudar de vida, nenhuma coisa jamais terá um resultado positivo para você.

O bom disso tudo é que o reverso também é verdadeiro. Se você é uma pessoa alegre e positiva; se você coloca informações que agregam para teu conhecimento e desenvolvimento pessoal; se você a cada dia ao levantar-se diz para si mesmo que, não importa o que aconteça, aquele será um dia extraordinário, sabendo que o que faz a diferença não são as coisas que te acontecem, mas tua atitude diante delas. Se assim proceder, você atrairá todas essas coisas positivas. Mas você vive adiando o grande encontro, às vezes por covardia, outras por medo. O pior é que você vive se queixando de tudo e de todos. Já viu que você se postula como se o mundo estivesse errado e você estivesse certo quando é exatamente o contrário? Você vive culpando os outros por tudo de ruim que te acontece, quando devia criar coragem toda manhã, se olhar no espelho e enfrentar a fera que está dentro de ti. O mundo você não pode mudar, mas existe algo que está ao teu alcance mudar: VOCÊ. Responda: quantos anos você tem? Eu tinha 6, hoje tenho 59. Meu tio tinha 40 hoje tem 95. Meu pai quando me falava do tempo tinha 35 e já passou para outra dimensão. Não importa a idade que você esteja, ainda há estrada pela frente para você caminhar, mas um dia essa estrada vai chegar ao fim, como num sopro. Escolha seus passos para que um dia, você e teus filhos tenham orgulho das decisões que tomou e executou no ano de 2011. Feliz Ano Novo.

sábado, 25 de diciembre de 2010

Natal de 2010

25-12-2010


Natal de 2010



A mente humana é facilmente influenciada. Todo nosso desenvolvimento durante a vida têm a ver com essa capacidade de aprender. Mas existe a semente do mal em todo fim nobre. É maravilhoso que um automóvel possa nos levar de um lugar ao outro, porém sem uma boa estrada e um motorista habilidoso e sensato, nossa vida está em jogo. Da mesma forma um avião nos deu asas maiores do que as de qualquer pássaro, mas se for pilotado por um homem não treinado colocará em risco a vida de todos. A mente humana é aberta a novas experiências permitindo uma maior adaptação e conhecimento. Essa abertura, no entanto, a torna vulnerável a estímulos e situações muitas vezes destrutivas e conflituosas. Infelizmente somos capazes de acreditar em imagens criadas pelo homem que são apresentadas como grandes verdades. Essa crença pode levar ao controle de tua mente por parte de interesses econômicos. Em datas como o Natal, a televisão tenta nivelar as mentes num processo de hipnose coletiva, como se um outro Natal não fosse possível.

Toda crença está errada se tolher o desenvolvimento do espírito humano. Deuses humanos, mesquinhos como seus idealizadores, foram criados para que os adoremos. O livro Catálogo dos Deuses enumera TRINTA MIL deuses criados pelo homem, que os homens têm adorado desde o início da civilização, mas que com o passar dos anos têm aumentado de número. Como afirma Napoleon Hill, adorou-se ou adora-se desde a minhoca comum até o sol que aquece nossa terra. Foram incluídas quase todas as coisas existentes entre esses dois extremos, tais como peixes, cobras, tigres,vacas, aves, rios, oceanos e os órgãos genitais do homem. Hoje temos os deuses modernos. São automóveis, celulares, e milhares de produtos vendido pela televisão como essenciais ou necessários. Artistas são adorados, da mesma forma que a roupa que vestem e os hábitos que praticam por mais insanos que sejam. Os presentes são adorados e desejados como se sem eles não fôssemos amados, principalmente em datas especiais para nós como aniversário e Natal. Quem transformou tantos objetos em deuses? O próprio homem a partir de princípios biológicos e humanos. Quais são os deuses verdadeiros? Pergunte a qualquer adorador e ele lhe dirá com convicção e, eventualmente, não demorará muito tempo para você fazer sua própria lista de 30 mil deuses autênticos, um tão verdadeiro quanto o outro.

O homem dá um grande passo em seu próprio benefício quando se dispõe a ver um Criador, não deuses, afastando este Criador de qualquer conexão com os objetos terrenos, pois a crença nesses trinta mil deuses aumentaram enormemente as misérias humanas, despertando temores e ódios, infortúnios e fracassos nas mentes dos homens. Todo tipo de insanidade cabe na mente dos adoradores desses deuses. O único demônio verdadeiro que existe nesse mundo é o homem, cujo negócio é o de criar demônios. Teu estado interior, a intensidade de teus sentimentos relacionados com solidariedade e amor, da mesma forma que o respeito ao outro e à natureza, pois absolutamente nada te pertence nesse mundo, dirão tua proximidade do Criador ou então a quais deuses você reverencia com teus atos. Com 59 anos, faço minhas as palavras escritas por Napoleon Hill quando tinha mais de 80: “ o Criador que conheço não está separado de mim por anos-luz ou qualquer outra distância. Vejo provas de sua existência em toda folha de gramínea, em toda flor, em cada árvore e criatura desta terra, na ordem das estrelas e planetas que flutuam no espaço, nos elétrons e prótons da substância, e muito especialmente nos maravilhosos princípios ativos da mente humana e do corpo, em cujo interior a Mente opera. Se você prefere falar de uma força ou presença, ou de uma inteligência ilimitada em vez de no Criador, é a mesma coisa. Não há plano para o homem exceto sua vinda a este mundo, onde vive um pouco e morre. Enquanto vive, tem a oportunidade de tornar a si mesmo e aos outros homens seres melhores, talvez uma espécie mais desenvolvida do homem”(1993, pg 296).
Em vez de esperar presentes, se doe nesse Natal. Em vez de se empanturrar, afaste-se da crença de que Natal é presente e comilança e pense um pouco mais além do teu umbigo. Reviva tua infância no olhar de uma criança, no brilho que emite e mesmo nas lágrimas que daí escorrem pois Deus colocou toda sua divindade e completude em cada criança. Cada átomo contém toda a força e plenitude de Deus. Você é Sua criação. Assim limpe teu coração. Vista os olhos de Deus. Ajude os outros e faça o bem sem esperar recompensa, pois cada ato recompensa-se a si mesmo. Ajudar esperando recompensa corrompe a Lei do retorno. Se quiser ser sábio, você não tem outra opção senão ser bom e fazer o bem. Um mundo melhor depende também de você. Acredite na pobreza e você será pobre. Acredite na riqueza e será rico, Acredite no amor e terá amor. Acredite na saúde e terá saúde. Feliz Natal!

A riqueza e a pobreza da mente!

18-12-2010


A riqueza e a pobreza da mente!



O pobre é um sujeito ousado. Ele consegue sair para as compras, muitas vezes desempregado, sem um tostão no bolso, entrar em uma loja e sair de lá com as mãos com várias sacolas cheias de produtos que pretende pagar em muitas “suaves prestações” com o dinheiro que pretende ganhar ainda. Essa atitude pode até ser cômoda, mas, como todo ato produz conseqüências, gastar o que não se tem não reflete sabedoria e o custo dessa fatura será bem maior do que as prestações a serem pagas pelos produtos.

Existem muitas diferenças entre um rico e um pobre. Uma delas é que o pobre, para justificar seu fracasso financeiro, mente para si mesmo dizendo que “o dinheiro não é importante”, “que o que eu ganho é o suficiente” e ”eu não preciso mais do que isso”. Quando alguém se permite a uma auto-enganação tão gritante, fico imaginando em quantas outras coisas ele costuma mentir. Essa pessoa pertence ao grupo da maioria, chamada de “povo” ou “massa” que sai de madrugada de casa para ir ao trabalho e chega tarde da noite, tudo para ganhar um salário quase sempre tão baixo que o obriga a fazer “compras em suaves prestações”. Outra grande diferença entre um rico e um pobre está na mente. Ao pobre lhe falta dinheiro no bolso e ao rico seus bolsos estão abarrotados de dinheiro porque o primeiro tem a mentalidade pobre e o segundo a mentalidade rica. O dinheiro no bolso é conseqüência da riqueza da mente. Quando falo de se ter mente rica, me refiro a uma mente aberta às oportunidades, uma mente que sonha e está disposta a construir uma ponte de trabalho no abismo que separa o simples sonhar e a concretização do sonho.

Nos ensina R.Waldo Emerson, que o segredo do sucesso financeiro não está nunca no montante de dinheiro, mas sim no equilíbrio entre a renda e a despesa. Não importa o montante. Assim que o orçamento está delimitado pelo emprego ou qualquer tipo de renda, sendo acrescentadas novas fontes de renda e seguras, por mais modestas que sejam, a riqueza começará. Mas, com freqüência, na mentalidade pobre, quando a renda aumenta, as necessidades aumentam mais depressa ainda. O homem de mentalidade pobre, quando chega ao final do mês e percebe que lhe sobrou qualquer que seja a quantidade de dinheiro depois de ter pago todas as contas do mês, achando que estará fazendo um mimo, chega para a esposa e lhe pergunta como gastarão aquela quantidade, garantindo assim a continuação da pobreza, em vez de iniciar a escalada em direção à riqueza. Nesse tipo de mentalidade, a necessidade é um gigante crescente que o manto dos ganhos nunca é suficiente para cobrir.

Mentalidade rica cuja postura já começa a surtir efeitos na prática, jamais compra em prestação, pois sabe que deve-se comprar com o dinheiro que se tem. A mente do pobre foi induzida a pensar que se deve satisfazer as necessidades para depois ir pagando o débito a perder de vista, com o dinheiro que se supõe será ganho. É tão verdade que a solução da pobreza está na mente e não no dinheiro que se verifica geralmente que uma riqueza repentina, como um grande prêmio ganho na loteria ou uma grande herança legada a uma família pobre, não os enriquece de forma permanente. O que ocorre é que as pessoas possuem uma mente identificada com a pobreza e não fizeram ainda o aprendizado da fortuna e com a fortuna rápida vem rapidamente as pretensões e necessidades. Como não sabem repeli-las e muito menos aprenderam administração financeira, a riqueza é dissipada rapidamente.

A vida nas grandes cidades criou muitas necessidades e sua satisfação custa dinheiro. As pessoas que nasceram e viveram na roça, tinha na agricultura a satisfação das necessidades.Plantavam tudo o que consumiam, se alimentando bem. Muitas das pessoas que hoje estão vivas e saudáveis e em idade acima de oitenta anos, viveram boa parte de suas vidas na roça. A agricultura poucas vezes fornecia o dinheiro e o lavrador dele prescindia. Se caía doente seus vizinhos lhe vinham em auxílio: cada um dava uma ou meia jornada de trabalho, emprestava sua parelha de bois ou seu cavalo e não deixava perecer as plantas cavando as batatas, cuidando do milho e colhendo o arroz, pois ninguém alugava seu trabalho. No outono, o camponês matava um boi ou um porco e vendia a metade para obter um pouco de dinheiro para pagar seus impostos. A outra metade, parte dela salgava para consumo próprio e parte distribuía para os vizinhos em retribuição às generosas porções recebidas. Hoje em dia o lavrador compra quase todos os objetos de consumo e boa parte deles são necessidades criadas pelo mundo moderno. A vida era diferente, as necessidades eram outras, mas na roça também existiam pobres e ricos porque, não importa quando nem onde, o princípio que rege a riqueza está na mente e se concretiza no gasto sempre inferior aos ganhos e o investimento do excedente: Aí está o início da riqueza.

Estou Maluco!

11-12-2010


Estou Maluco!



Estabeleceu-se um padrão de vida em termos sociais, com expectativas de comportamentos. Ainda que esse padrão seja dinâmico dentro de um processo movido por interesses e necessidades, todos ao nascermos começamos a fazer parte de um mundo já “construído” tanto em termos de organização física, quanto social. Evidente que o termo “construído” não tem o sentido de acabado, mas que ingressamos em um mundo com uma determinada organização e forma de funcionar. Gostemos ou não, é isso que encontramos. Nascemos dentro de um lar quando tivemos o privilégio de não pertencer ao grupo das crianças abandonada ou de rua. Ingressamos em alguma escola, quase sempre pública, com a promessa de nos “educar” e quase sempre depois de anos de “educação” nos questionamos sobre a qualidade do que nos ensinaram. Na adolescência “temos” que continuar os estudos e também namorar. Casar é a próxima etapa, ainda que já se tolere que os envolvidos morem juntos sem o selo oficial humano e divino. Casou, “tem” que ter filhos e tão logo nasça o primeiro, nos perguntam “ quando virá o irmãozinho?”. Nem mesmo terminamos a universidade, quando conseguimos ter acesso a ela quer no ensino público, quer no privado e já começam as cobranças de trabalho e ganhos suficientes para o sustento próprio e da família que criamos. Bem toda essa história você já conhece e já viveu e ainda vive.

Há um outro aspecto de “padrão de normalidade” que quero abordar, ao qual você está submetido. Te levaram a crer que é “normal” a criminalidade, o buscar levar vantagem em tudo, o jogar lixo na rua, a poluição do ar, intoxicação do solo e alimentos. Que é normal entupir-se de gorduras e carboidrato nos restaurantes “fast food”, crescendo pelas laterais, minando teu estado de saúde. Que é normal o desemprego, a pobreza da maioria e a riqueza de alguns, a desonestidade de tantos políticos,o perder-se de duas a cinco horas todos os dias nas grandes cidades, no trajeto entre a casa e o trabalho. Te disseram também que é “normal” os homens tomarem cerveja ou cachaça comendo churrasco nos finais de semana e feriados, falando mal das esposas e do governo e se queixando dos baixos salários que recebam, ainda que se sintam muito eficientes e necessários no trabalho, muitos deles sentindo-se orgulhosos da “barriguinha de cerveja” onde o “inha” é propositalmente diminutivo para camuflar o tamanho da culpa, pois sabem que, em verdade, a terminação real é “ona”. Também te fizeram acreditar que é “normal” as mulheres irem ao cabeleireiro toda semana e, enquanto se sentem embelezadas, falarem da vida alheia com as outras “amigas de salão”. Em casa com a família, te fizeram crer que é “normal” deixar ligada a televisão e assistir a novelas, noticiários e todo tipo de programas que entopem tua mente de lixo. Durante as raras refeições onde a família se reúne, você aprendeu a falar de problemas do trabalho, problemas de escola e problemas de dinheiro onde, por mais gostosa que seja a comida, essa entala na tua garganta, precisando de algum líquido para ser arrastada até o estômago. Mas te ensinaram que o mais comum no entanto quando em casa é cada membro da família estar em uma “atividade” quer vendo TV, quer na internet, quer dormindo, quer trancado no quarto, como se de fato nessa casa houvesse uma família. Te induziram a acreditar que são “normal” as relações afetivas falsas e fingidas, onde o casal não há cumplicidade e falta a fidelidade, onde a postura autoritária substitui o amor e carinho pelos filhos e a hipocrisia e o faz de conta mantém as aparências para a sociedade.

Pode ser que você ainda não tenha se dado conta, mas existe um estado de “normose” e hipnose coletiva que tem funcionado como um grande redemoinho arrastando a tudo e a todos, como se outras águas não houvessem para navegar. Já te adianto que não é fácil sair desse círculo vicioso e se você conseguir um dia sair, saiba que enfrentará muitos problemas e resistência por parte das pessoas próximas de você, quer parentes, quer amigos ou colegas de trabalho. Se quiser mesmo mudar, terá que ser radical e o primeiro passo é mudar tuas atitudes e teus atos. Terá que ficar maluco pois querem te convencer que o padrão de vida e comportamento das pessoas é a normalidade.

Cada vez mais meus “amigos” dizem que fiquei maluco. Alguns ex pacientes também. Colegas psicólogos então estão com absoluta certeza. Incrível que, quase todos, são os mesmos que bebem para “esquecer os problemas”,falam mal das esposas e do governo, assistem as novelas para se “instruir”, são vidrados pelo “jornal nacional” para se atualizar de desgraças e roubalheira em Brasília, comem fast food para se alimentar e têm aquela barriga terminada em “ona”. Pois quero afirmar que eles estão completamente certos. Foi necessário tomar uma atitude radical de mudança. Era preciso “ser maluco”, olhar no espelho, enfrentar a fera e criar vergonha na cara. Foi necessário Entender que para sair do estado de hipnose coletiva e se afastar da “normose” era necessário desligar a TV e não atender telefone durante as refeições e sempre que possível ligar uma música barroca. Que ao final do dia era necessário sentar todos os membros da família no sofá da sala para conversar, sem a interferência de noticiário de desgraças ou novelas da Globo. Que era sábio dar menos presentes materiais para os filhos e mais amor e atenção. Começou a parecer evidente a importância de desenvolver laços reais de família entre o casal e os filhos, mantendo a cumplicidade e a fidelidade, assentadas na espiritualidade, desenvolvidas no amor e embaladas em grandes sonhos. Que era sensato usar boa parte do tempo de lazer para a leitura e treinamentos, agregando assim valor ao desenvolvimento e às relações interpessoais. Que todos seriam beneficiados quando cada um fosse um pouco melhor hoje do que ontem e buscasse centrar a atenção e os atos no interesse dos outros e não mais no próprio umbigo. Se tornava óbvio que um mundo melhor era possível e que cabia a cada um ser agente dessa mudança. Começaram a fazer sentido as palavras do poeta de que sonhar é viver e que o segredo estava na caminhada em busca da realização de objetivos, com muitas horas de trabalho e às vezes muitos espinhos no dia a dia, mas que valia a pena por se encontrar aí porções generosas de felicidade.

Seja sábio! Enlouqueça-se! Saia dessas normose e hipnose coletiva. Você pode! O Universo conspira a teu favor! Abra tua mente! Comece a mudança dentro de você e o mundo mudará. Ao levantar amanha, tenha coragem de olhar para si mesmo através do espelho, enfrente-se e tome uma decisão radical. Estou seguro, você nasceu para vencer. Nasceu não para ser mais um na multidão, não para ser galinha mas para ser águia! A qual mundo você prefere pertencer, ao dos “normais” ou ao dos “loucos”? A decisão é sua!

O Natal e a administração financeira

04-12-2010


O Natal e a administração financeira



Não adianta espernear, mas você não vai conseguir escapar da ciranda de presentes associados ao Natal. Por um lado a propaganda maciça, principalmente na televisão e por outro filhos, amigos e parentes insinuando de maneira nem sempre implícita que querem presentes. Para poder satisfazer às expectativas dos outros, você vai relacionar seu orçamento com os presentes que gostaria de dar e, mais uma vez, percebe que a lista é bem maior do que sua capacidade financeira, mas a propaganda continua e as pessoas também não param de exercer pressão por seus presentes.

Não esqueça, levaram você a crer que o Natal tem por finalidade comer, beber muito e trocar presentes, enquanto que essa data tem por finalidade permitir resgatar um pouco da tua alma de criança, tuas relações familiares, teu respeito a cada pessoa quer parente, quer não, pois somos todos uma grande família. Tudo isso pode e deve ser comemorado e aí sim as festas de final de ano têm sentido. Mas, como nos ensina Ralph Emerson, somos todos seres impressionáveis e, como crianças, desejamos tudo o que vemos. Mas estará dando um grande passo em direção ao controle financeiro e à independência aquele que, descobrindo seu próprio talento, abandona a necessidade das despesas inúteis. Nos preocupamos em demasia com os outros e o que pensarão de nós. Se não fossem os outros e o desejo de agradá-los, nossos atos seriam completamente diferentes daqueles que praticamos diariamente. Para satisfazer esse desejo, nos permitimos ser guiados pelas aparências, tornando nossas relações frágeis e superficiais. Como no ensina Ralph Emerson, o realista não se preocupa de modo algum com as aparências. Delega aos demais a polidez e as elegâncias custosas da vida social. As virtudes são econômicas, mas alguns vícios também o são. A vaidade custa dinheiro, trabalho, cavalos, homens, mulheres, a saúde, a paz e em última análise, nada é além de um longo caminho que não conduz a parte alguma. As pessoas que de fato são nobres, porque descobriram que podem ser úteis aos outros, se dispensaram de todos os vagos desperdícios e administram seu dinheiro, equilibrando os gastos aos ganhos, não importa o montante envolvido.

Fazer compras é um dos exercícios mais prazerosos da natureza humana. Zig Ziglar conta que sua esposa tinha nas compras sua terapia predileta. Um dia, chegando em casa, viu um bilhete deixado por ela que dizia estar muito estressada e que por isso, tinha ido fazer terapia de compras. Completa dizendo que quando ela chegou com os pacotes, não teve dúvidas que a terapia tinha sido intensiva. Quem tem um orçamento elástico pode se dar a esse tipo de luxo, mas gastar para manter as aparências, comprando presentes com valores desconectados do orçamento, seguramente irá trazer aborrecimentos nos primeiros meses do ano vindouro.

Quem acha que o dinheiro foi feito para gastar jamais será rico, pois a riqueza é conseqüência da administração financeira onde os gastos são inferiores aos ganhos e a diferença,é o inicio da riqueza. Todos querem ganhar dinheiro, mas precisam pagar um preço e um dos pilares chama-se poupar. Napoleon Hill em seu livro “A lei do triunfo” diz que, de uma vaga maneira, quase todas as pessoas têm esse propósito, isto é, o desejo de ganhar dinheiro. Mas isso não é propósito definido. Antes de o nosso propósito poder ser considerado como definido, mesmo que esse objetivo seja a acumulação de dinheiro, precisamos chegar a uma decisão quanto ao método preciso por meio do qual pretendemos ganhar dinheiro. Não basta dizer que se ganhará dinheiro empenhando-se em qualquer espécie de negócio. É preciso escolher o gênero de negócio. Deve-se também decidir o ponto onde ele será localizado, bem como as normas em que deve ser conduzido. Há um fosso enorme entre o desejo de sucesso e sua realização e, para vencê-lo, é necessário muito trabalho, disciplina, persistência e administração financeira. Se quiser dar o primeiro passo em direção ao sucesso ou pelo menos não dar um passo em direção ao fracasso, nesse Natal compre apenas à vista, não se iluda em dar presentes para meio mundo, em participar de “amigos secretos” e outras artimanhas que foram criadas para levar teu dinheiro.O maior valor do Natal é o reencontro consigo mesmo, com sua espiritualidade, com o afeto pelas pessoas que você ama e pela solidariedade para com as pessoas que sofrem na pele a carência de alimentos e principalmente a falta de amor.




Comentários (2)



Comentários




Jose Roberto
04-12-2010
Cláudio, excelente texto! A luta contra o marketing consumista parece interminável devido a força e profissionalismo dos marketeiros, mas de grão em grão a internet vai levando o conhecimento para as pessoas que vão se conscientizando e quem sabe consumindo conscientemente! Nesta semana assisti a um webseminário do Yupee onde a palestrante diz: Status é a resultante do Ter sobre o Ser onde você compra o que não precisa, com o dinheiro que não tem, para mostrar para quem você nem gosta, o que você não é.




tatiana macedo
15-12-2010
Gostei, suas ideias são claras e muito bem vindas no mundo atual totalmente deturpado pelo dinheiro e poder.Parabéns