jueves, 25 de noviembre de 2010

AMOR COM PAIXAO

12-06-2010


Amor com paixão



O amor passional é visto como característico dos jovens enamorados. É um amor visceral, instintivo e impulsivo. Quem já se apaixonou um dia sabe a que estou me referindo. Esse tipo de sentimento provoca algumas das sensações mais gostosas e, ainda que dure menos do que se gostaria, talvez pela primeira vez faça com que os apaixonados vistam os óculos de Deus. Sim, isso mesmo, pois os apaixonados somente conseguem enxergar e perceber qualidades no amado, a despeito de todos os defeitos existentes, embalados por um desejo ardente de fusão e inspirados em uma mutua contemplação. Por isso os apaixonados gostam tanto de ficar se olhando e é através desse olhar que comunicam seus sentimentos mais intensos. O amor passional não é necessariamente profano. Tanto é verdade que as Escrituras Sagradas, voltadas principalmente para o amor espiritual, onde é realçado o amor de Deus pelo Homem e a relação e crença deste pelo divino e sobrenatural, reserva um livro que é um hino de louvor ao amor jovem e físico. O Cântico dos Cânticos enaltece os encantos femininos e a força dos impulsos sexuais, evidente que em uma linguagem delicada e poética. É como se um livro profano tivesse sido incluído no livro sagrado que é a Bíblia.

As crianças desde o nascimento aprendem a amar as pessoas em sua volta, principalmente os pais e irmãos. Mas o primeiro amor em que terão plena consciência da existência é o amor surgido de uma paixão quase sempre na pré-adolescência ou mais tardar até o final da adolescência. Enquanto que em outras áreas do sentimento humano há todo um processo com início, desenvolvimento e crescimento dentro de um curso natural, o amor passional quase sempre já nasce forte e intenso, regado pelo combustível do desejo. Talvez por isso, esse amor é tão enaltecido e retratado em forma de músicas, poesias e histórias, muitas delas dramáticas como as de “Romeu e Julieta” de Shakespeare. O amor jovem, muitas vezes frustrado, será sempre o tema preferido dos romancistas e poetas. No entanto, a deusa do amor é caprichosa, ela deixa os amantes sentirem seu gostinho mas, se não houver sabedoria por parte deles,aos poucos vai retirando todo o tempero da atração e do encanto e, por último, como golpe de misericórdia, leva consigo também o amor em procura de outros corpos para habitar.

O amor jovem e impulsivo somente tem sentido se os apaixonados conseguirem com o tempo transformá-lo em um sentimento profundo e maduro. Ainda que com dificuldades, esse amor é capaz de ultrapassar toda a juventude e aprofundar-se em uma vida inteira, sem ser infinito apenas enquanto durar, a despeito das devastações dos anos e das circunstâncias. Esse amor jovem, se for transformado em maturidade, criará uma fortaleza capaz de levar as pessoas envolvidas a enfrentar todas as adversidades, movidos por uma força superior à apresentada pelos tropeços da vida.Os anos sempre deixam as marcas em cada célula se refletindo na fragilidade dos corpos ou no rosto sofrido, mas um belo sorriso e duas mãos geneticamente diferentes unidas, caminhando a passos lentos, conseguirão mover montanhas e transformar o mundo. Quando você, caro leitor, ver na rua dois velhinhos felizes de mãos dadas andando lentamente, entenderá o que estou dizendo.

Como nos ensina Dr. Louis Binstock em seu livro “ O poder da Maturidade”, o amor passional tem um lugar importante nesse processo de crescimento do ser humano e negar as paixões da juventude seria negar a própria natureza humana. No entanto, suas bases são frágeis e esse tipo de amor não tem relação sólida com a felicidade. Seguramente esse amor pode ser uma fonte inesgotável de prazer, mas também de considerável tortura, seja porque as pessoas apaixonadas acabam um dia descobrindo que são mais diferentes do que imaginavam ou então pior ainda, porque entrou em cena uma terceira pessoa. Pode-se e deve-se usufruir do amor passional, mas uma pessoa sábia e amadurecida tem consciência de que é fugaz e que se não transformá-lo em águas profundas fluindo mansamente em direção ao mar, esse amor será apenas um fenômeno passageiro, retirando as bases para a constância e a felicidade. Jovens que conseguem amadurecer também são capazes de amar profundamente, mas não podem esquecer que a felicidade quase sempre não é filha dessa paixão. Feliz dia dos namorados! Não importa sua idade e a de quem você gosta, apenas ame muito a cada segundo, todos os dias por toda a vida. Se conseguir fazer isso saberá que tipo de amor te une ao teu amado.




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Comentários




Everson Júnior
14-06-2010
Adorei o texto e concordo em genero, numero e grau! O nosso primeiro amor é inesquecivel é aquele que achamos que vamos levar para toda vida é aquele que pensamos já logo em casamento, casa, familia... E o tempo vai passando e você vê que nem tudo é como você estava imaginando, concordo quando você diz que a tortura é eminente quando se tem uma terceira pessoa: falo por experiencia propria. Hoje sou feliz ao lado do meu namorado, tenho certeza do amor que tenho por ele e do sentimento que a mim ele dedica e vice-versa. Acho que a peça chave é amar a si mesmo sobre todas as coisas, é se valorizar, se amar e depois amar o seu companheiro. Bem parabens pela a coluna, pelo o texto e ao meu amor: Parabens pelo o nosso dia.. E que possamos nos amar mais e mais cada dia mais, na plenitude de não deixar "perder a graça no escuro" mais que possamos sempre engrandecer e fortalecer esse sentimento que nos une. Te amo Amor e mais uma vez parabens Dr. Cláudio!

UMA CERTA REVISTA E UMA CERTA EDUCAÇAO!

05-06-2010


Uma certa revista e uma certa educação!


A revista “Veja”, através de dois de seus colunistas, publicou recentemente matérias relacionadas com educação. Cláudio de Moura intitulou sua coluna de Construtivismo e destrutivismo e Marcelo Bortoloti de Salto
no escuro. Interessante como acadêmicos e jornalistas amam citar teorias e teóricos para justificar seus pontos de vista e cada um se apega às próprias crenças e valores e tome Piajet e Vigotsky. Também sou acadêmico e com 59 anos não posso mais me ater apenas à pureza das pombas sem usar também a astúcia da serpente. Mais de trinta anos de vida acadêmica me colocaram em contato com muitas teorias e também aprendi que elas têm sentido quando funcionam na prática. Resolvi fazer um estágio de um ano convivendo e aprendendo com pais, alunos e professores de uma escola cujo sistema de ensino está dentro dos princípios que são criticados pelos dois articulistas de “Veja”, e que está num dos países classificados como “não desenvolvidos” em termos de educação. Aliás dessa convivência resultaram algumas reflexões que pretendo publicar em livro brevemente.

Já dizia um grande psicanalista e educador brasileiro que nossas crianças nascem com capacidade de criar pois têm o pensamento livre e autônomo, mas o sistema educacional, através dos anos, as “pinoquizam” em uma referência ao clássico de Carlo Lorenzini. O sistema de ensino festejado pelos articulistas, que dá uma vistosidade às estatísticas para que países sejam intitulados “desenvolvidos” em termos de educação, na pretensão de preparar seus filhos para o mercado de trabalho com uma profissão, ignora propositalmente valores indispensáveis para a convivência humana e outros “ valores” são incutidos, tudo em nome de um tal “desenvolvimento”. A sociedade em que vivemos e seus problemas são gerados pela educação que damos a nossos filhos. Cada vez mais prega-se as vantagens do “mercado competitivo” para justificar métodos desumanos e quase sempre desonestos para se “levar vantagem em tudo” dentro dos princípios da “Lei de Gerson”. Convivemos com degradação diária da natureza, crimes, poluição, exploração aberta através dos “empregos” que levam as pessoas a um estado de escravidão. E tome televisão, novelas, BBB e noticiários de roubalheira, estupros, abandono de bebês, acidentes e crimes para nivelar as mentes. Os tais países “com os melhores índices de educação” festejados pelos articulistas, chegaram a níveis assustadores de crimes à pessoa e à natureza. Vivemos cada vez mais sob o império do medo. Alimentamos-nos mal e o mundo está ficando obeso e doente e tome “fast Food” e medicamentos. Muitos de nossos filhos, quando não entram para o submundo de delitos e crimes, assumem na vida civil legalizada muitos dos princípios e valores próprios do submundo.

Deve ser dito em alto e bom som: o atual sistema sócio-político-econômico tem tratado à população como massa. Massa de manobra. Gado ao matadouro. Não quero isso para meus filhos e os filhos de todo ser humano em qualquer parte desse planeta e duvido que os articulistas querem filhos boçais repetindo feito papagaios o que outros pregam como bom para si. Todo o processo educacional tradicional, com a ajuda da televisão, faz um trabalho lento, silencioso e desumano, mas contínuo, de nivelamento das mentes para que nossas crianças muito cedo não consigam mais pensar com independência e questionar a ordem estabelecida de forma criminosa por grandes grupos políticos e econômicos. Nossas escolas tradicionais reproduzem as contradições existentes na sociedade, desenvolvendo todo um sistema de relação autoritária, excludente, competitiva e egocêntrica. Os teóricos das escolas tradicionais querem escravos para o mercado de trabalho e para tanto precisam que nossos filhos, desde pequenos, aprendam a renunciar à própria vontade, ao próprio pensamento, aos próprios sonhos, às próprias aspirações de valores e ao tipo de mundo que querem para si e se tornem apenas inocentes uteis.

Pois na escola em que estagiei, aprendi com os alunos que um outro mundo é possível, onde as pessoas se respeitam, respeitam a natureza, buscam o bem alheio antes do bem próprio. Aprendi com crianças e pré adolescentes que é possível um mundo de harmonia, de um real desenvolvimento onde essa palavra significa de fato uma vida melhor para todos e não apenas para alguns espertos que controlam o poder político, científico, econômico e social. Aprendi também que não somente é possível pensar de forma criativa e independente, mais que isso, é mister que assim o façamos se quisermos realmente transformar esse mundo para melhor e garantir um mínimo de decência ao futuro de nossos filhos. Aprendi também com os pais dessas crianças que é possível sobreviver nesse mundo preservando os valores humanos que permitem uma vida melhor a todas as pessoas e que podemos passar isso para nossos filhos. Sugiro à revista “veja” que envie seus dois articulistas a conviver alguns meses dentro da “escola da Ponte”. Estará dando um passo importante para que a educaçao de nossas crianças lhes garanta um mundo melhor e para que o tema seja tratado de forma menos leviana.

BENS MATERIAIS E NARCISISMO

31-07-2010


Bens materiais e narcisismo


Gostamos de objetos materiais que custam dinheiro e isso às vezes é tão intenso que ter bens se torna uma parte importante de nossa vida afetiva. Quase todas as pessoas gostam de dizer “ adoro ter um carro novo” ou “adoro ter uma casa nova”. E como a vida realmente apresenta problemas todos os dias, preferem encontrar a solução para eles em um elegante escritório numa casa de luxo ou então no banco detrás de uma Mercedes. Usam as palavras “adorar” e “amor” para os bens materiais com a mesma significação com que usam para pessoas próximas de si afetivamente. No entanto, muitas vezes passam mais tempo cuidando dos seus bens materiais do que da esposa, do marido ou dos filhos. Sentem-se mais seguros amando objetos, pois esses podem ser quantificados e lhes dão “status” e admiração, enquanto que o amor à esposa, ao marido ou aos filhos nem sempre é reconhecido e é visto como uma fonte de despesas, além de poder não ser correspondido.

Os bens materiais são excelentes amuletos no reforço da auto-estima. Além disso, ajudam a neutralizar o tormento das ansiedades e inseguranças que sofremos em diferentes graus no dia a dia. Quanto mais os temos, suscitamos nas pessoas sentimentos que misturam admiração e inveja. Se rodarmos em um automóvel velho e barato passamos despercebidos, mas dentro de uma BMW conversível já não somos apenas mais um na multidão. Com bens, temos a nítida sensação que cresce a quantidade de pessoas querendo ser nossos amigos, pessoas que dizem nos admirar, que querem passar o maior tempo possível junto de nós. Tudo parece muito interessante até o momento em que passamos a questionar se de fato essas pessoas nos amam ou estão perto de nós por se sentirem também importantes pela importância que dão aos bens que temos.

Ter bens materiais e se sentir amado pelas pessoas em volta produzem grande satisfação e seu componente principal é o narcisismo. Esse é o tipo de amor mais primitivo que conhecemos e que depois permitimos sublimar, mas que nunca o abandonamos por completo, embora algumas pessoas não consigam um desenvolvimento para esse tipo de amor. Lutar para ter muitos bens materiais e ser amado por todos satisfaz diretamente a esse narcisismo infantil, e o teor de necessidade de bens materiais ou aprovação social permite conhecer o seu tamanho exato.

Uma pessoa que consegue ter sucesso passa a ser vista como alguém com capacidade superior e por isso ganha o respeito da comunidade, ainda que paire suspeita sobre a lisura dos meios empregados para alcançá-lo. Assim, os bens se tornaram a base para a aprovação e o respeito popular e conseqüentemente para a auto-estima. Isso nos permite entender porque tantas pessoas buscam desesperadamente mostrar sinais de riqueza aos outros, ainda que não possuam recursos. Compram automóvel, roupas, relógios, celulares e casa em prestações a perder de vista. Exibir esses “brinquedinhos” aos outros se torna uma obsessão , sendo mais importante muitas vezes que ter dinheiro para comer decentemente. Essas pessoas vivem endividadas, estressadas e irritadas, tudo em busca de migalhas da aprovação social. Como seríamos diferentes se não nos preocupássemos com a aprovação dos outros. Aquele sapato, aquela bolsa, aquele relógio, aquele carro, aquele anel, aquele óculos, aquele celular, provavelmente todos esses e outros objetos não seriam os mesmos se não tivéssemos na mira a aprovação dos outros. Evidente que o incremento da auto-estima por esse combustível tem bases frágeis e apenas evidencia a imaturidade e pouco desenvolvimento pessoal. Apenas uma relação infantil com os pais e irmãos, guiada pelo amor, carinho e respeito, permite bases sólidas, saudáveis e permanentes para o amor próprio.

A manutenção do narcisismo infantil na vida adulta, quase sempre se expressa em forma de um “ego” maior do que o monte Everest. Pessoas assim são pedantes, arrogantes, se acham acima de tudo e de todos e quase sempre perdem o senso de ridículo, pois parte da capacidade de discernimento deixa de funcionar. Esses egos enormes podem ser encontrados em todos os meios sociais, mas são mais freqüentes entre pessoas com poder político, científico, econômico e social.

SORTE?

24-07-2010


Sorte?


Muita gente fica esperando aquela oportunidade de ouro aparecer para se dar bem na vida, às vezes azeitada com algum tipo de desonestidade e implementada sob a égide da “lei de Gerson”. Costumam chamar isso de “destino” ou “sorte”. Pois saiba que a sorte não existe e se você ficar esperando por ela é muito provável que dependerá no futuro do INSS ou de parentes para não passar necessidade. Assim é a vida.

Em nossa vida estamos diante de um grande campo que nosso dia a dia nos apresenta. Podemos ficar dormindo ou trabalhar a terra. O agricultor sabe que se não cuidar da terra e semear boas sementes, não colherá bons frutos. Pois na vida colhemos exatamente o que semeamos e na mesma proporção do trabalho investido. Todo sucesso tem um preço e o tamanho do sucesso estará relacionado ao esforço despendido. Pequenas montanhas são mais fáceis de serem escaladas, mas prometem uma satisfação menor. Altas montanhas não são para todos, pois as dificuldades são imensas para se escalar, mas os tesouros que elas têm a disposição dos que chegarem no topo são inigualáveis. Por isso tantos desejam e tão poucos a alcançam, pois apenas alguns se dispõem a pagar o preço da subida. Como nos ensina Lord Beaverbrook, não faz sentido a idéia de que alguns nasceram com sorte e outros não, da mesma forma que alguns nasceram para ser altos e outros baixos. Grande parte da "boa sorte” pode ser explicada pela diligência e discernimento, e a maior parte da “má sorte” pela preguiça e acomodação. Cuidado, os fracassados vivem culpando os outros pelo próprio insucesso porque, incapazes que são, vivem esperando que os outros façam por si o que deveria ser feito por eles mesmos.

Os fracassados, sempre que vêem o sucesso de algum conhecido, são peritos em encontrar justificativas no processo de auto-engano ao afirmar que foi por sorte ou por desonestidade, quando que na maioria das vezes por detrás de tanto sucesso está uma palavra mágica tão negligenciada pelos fracassados que se chama trabalho. Então meu amigo não confie na sorte. Num universo tão governado pela lei da causa e do efeito, confiar na sorte é deixar o barco a deriva e não tomar controle sobre o timão da própria vida. Os que estão progredindo e parecem ter sorte, é justo pensar que são pessoas que trabalham e estão pagando um preço para isso. Não espere também o sucesso vir por meios desonestos. É mais estultice do que acreditar e esperar na sorte. Quem se deixa levar pela sorte está condicionando sua vida à circunstâncias fora do seu controle. Se existir alguma chance de controlar os fatores externos, é tolice renunciar a esse direito e deixar a vida nos levar. Quanto mais fracassadas são as pessoas, menos dinheiro têm no bolso e mais facilmente renunciam ao controle da própria vida e se entregam à fantasia da “sorte” e tome loterias. Quando passo em frente a uma casa lotérica em plena luz do sol num dia espetacular para se dar o primeiro passo para uma guinada na própria vida e vejo filas imensas de pessoas aguardando a vez para gastar alguns reais na esperança de ser “visitado” pela sorte, tenho a nítida sensação que a multidão dos fracassados tem aumentado. Essas pessoas desistiram de caminhar com as próprias pernas e então buscam um milagre, uma sorte e mal se dão conta que cada vez que jogam ficam um pouco mais pobres porque gastaram mais um pouco de dinheiro e perderam uma ótima oportunidade de trabalhar e construir o próprio caminho em direção ao sucesso.

Você pode ter nascido num lar em condições financeiras altamente favoráveis ou então em uma favela ou algo parecido. Ë fácil imaginar que o primeiro foi “sortudo” enquanto que o segundo não foi abençoado por Deus. Ledo engano. Ambos, se quiserem ser gente, terão que pagar um preço pelo próprio sucesso, o riquinho e o favelado. A diferença é que o segundo terá um forte estímulo a lutar para crescer e subir à montanha e o primeiro terá grande tentação de ser dominado pela inércia e será apenas mais um inútil nessa vida, ainda que com dinheiro no bolso, porque se permitirá crer que já está no topo da montanha pelo dinheiro do pai. O dinheiro é ótimo de se ter, mas o grande tesouro está no processo de transformação que um indivíduo passa para conseguir ter sucesso e dinheiro. Quando essa etapa é cortada ou porque se nasce em uma família rica, ou porque se ganha na loteria uma fortuna, o tesouro veio sem a transformação e o merecimento pessoal. Isso explica porque tantas pessoas pobres que ganham um grande prêmio nessas loterias, quase sempre em alguns anos voltam a ser pobres. O dinheiro que se tem no bolso é conseqüência do nível de riqueza da mente. Basta mudar a mente e o nível de riqueza do bolso também muda. Contrário do que muita gente pensa, o grande problema da pessoa pobre financeiramente não está no bolso e sim na mente. O primeiro grande passo em direção à riqueza é abrir a mente a novas oportunidades. Elas estão aí bem do seu lado te procurando e esperando que você se dê uma chance. Abra os olhos! Não as deixe passar! E isso depende somente de você.

COMPETIR?

17-07-2010


Competir?



Desde pequenos somos incentivados a competir. O processo começa dentro da própria casa onde competimos com nossos irmãos, depois na escola com os amiguinhos pela melhor nota ou a garota mais cobiçada e por último com os colegas no mercado de trabalho. Pode-se perceber que a competição tem sua origem na infância, mas não tem sentido manter esse procedimento após a adolescência sem bloquear o desenvolvimento pessoal. Em quase todas as nossas atividades, trazemos presente esse processo de desenvolvimento atrelado ao outro e não às nossas potencialidades e capacidades. Pois então que fique bem claro: quando nos permitimos usar o processo de competição estamos nos colocando sob o controle dos outros. E todas às vezes que condicionamos quer nossa felicidade, quer nosso desempenho afetivo ou profissional à circunstâncias externas, nos tornamos reféns delas e todos os nossos sonhos estão ameaçados.

Nos ensinam Willard & Marguerite Beecher que a iniciativa é a melhor maneira fugir do inferno cheio de tensão e sobressaltos da competição constante, pois ela é tudo o que a competição não é. A iniciativa leva o foco do desenvolvimento para parâmetros internos enquanto que a competição nos condiciona aos outros e dela nos tornamos reféns. Além disso, a iniciativa aumenta a autoconfiança porque você estabelece teus próprios padrões, ao passo que competir com os outros significa permitir que eles estabeleçam nossos objetivos, valores e recompensas. O grande tesouro da iniciativa é que ela possibilita a escolha do nosso próprio futuro e desenvolvimento, enquanto que a competição sempre irá colocar nossa vida nas mãos dos outros.

Nosso sistema econômico tem favorecido o processo de competição entre países e empresas, com grande repercussão nos indivíduos. Prega-se que o processo de competição favorece a qualidade e o desenvolvimento e barateia os custos, quando na verdade ela escraviza e degrada a mente e o homem. É a forma mais perniciosa e destrutiva de dependência psicológica, pois seu exercício aos poucos vai produzindo pessoas estereotipadas, apagadas, medíocres, insensíveis, reprodutoras do saber alheio e desinteressantes, faltando-lhes o senso de iniciativa, imaginação, originalidade e espontaneidade. Pessoas assim estão mortas como seres humanos. A verdade é que a competição, longe de gerar desenvolvimento e qualidade de vida, produz zumbis e nulidades, pois ela é germinada na dependência, imitando a iniciativa alheia de forma enganosa. Seu combustível vem de forças externas num processo de comparação e desejo constante de superar os outros, enquanto que na iniciativa a grande força vem de dentro para fora e a realização se dá na cooperação e não no egoísmo.

O grande problema da competição é que as qualidades humanas somente se desenvolvem de forma adequada na cooperação e a insistência nesse erro tem cobrado um alto preço em termos de desrespeito aos direitos humanos e ao desrespeito à natureza. O sistema sócio econômico em que vivemos difundiu de tal maneira o hábito da competição e ela tem sido tantas vezes exaltada como uma virtude a ser desenvolvida por todos, que muitas pessoas pensam ser uma lei da natureza humana e portanto universal. No entanto a iniciativa é a qualidade mais valiosa, pois os problemas humanos somente se resolvem quando a iniciativa está presente e não a competição. Não existe confiança pessoal sem iniciativa e ninguém consegue se desenvolver plenamente se não for emocional e fisicamente auto confiante. Assim, nada substitui a iniciativa pessoal na vida de um indivíduo se ele quiser de fato se desenvolver e dar sua parcela de contribuição para o desenvolvimento das pessoas a sua volta.

Não resta dúvida que competição e iniciativa são opostos e a presença de uma significa a morte da outra. As mentes livres são guiadas pela iniciativa e a dos alienados que apenas reproduzem o saber alheio e não conseguem mais pensar, são dominadas pela competição. Nosso sistema educacional tem estimulado a competição em detrimento da iniciativa e cooperação. Temos visto um aumento assustador da violência e desrespeito aos direitos humanos, com devastação da natureza e das riquezas de maneira desordenada, tudo isso em nome do desenvolvimento. Parafraseando as palavras de Madame Roland, proferidas antes de ser executada na guilhotina, poderíamos dizer: Desenvolvimento, desenvolvimento, quantos crimes se cometem em teu nome!

OS DESEJOS E OS SONHOS

10-07-2010


Os desejos e os sonhos



Os desejos são o combustível dos sonhos. Todo pessoa de sucesso, antes de alcançá-lo, teve desejos, sonhos e muita luta e frustrações. O sucesso é um deus caprichoso que não se entrega a ninguém que não tenha pago um alto preço para obtê-lo em termos de trabalho, desenvolvimento pessoal e ajuda a muitas pessoas. O ócio, o lazer e a indiferença, quando usufruídos antes de sua chegada são desprezados e, quase sempre, quem decidiu se entregar a eles, não poderá usufruir jamais dos encantos do sucesso. O caminho que leva ao sucesso é precedido de vários desertos onde a sede, o cansaço e o calor intenso estão presentes e conseguirão atravessá-los apenas os que se dispuserem a lavar sua alma com o suor do sacrifício e abandono sem jamais desistir, pois, quase sempre, para quem luta, o que parece ser o fim é apenas a porta de entrada para o sucesso, numa espécie de batismo de fogo.

Nos relata Napoleon Hill que John, autor de “O peregrino” (Pilgrim’s Progress), considerado um dos melhores escritores ingleses, apenas conseguiu escrevê-lo após ter penado em prisão em função de suas crenças religiosas. Charles Dickens conseguiu escrever o clássico David Copperfield somente depois de passar por uma tragédia amorosa. Helen Keller que era cega, surda e muda, apesar de tantas limitações, se tornou uma grande líder e educadora, com projeção mundial. Robert Burns era um camponês quase analfabeto, pobre e alcoólatra. No entanto o mundo se tornou mais belo e harmônico ao ser visto por seu olhar poético. Beethoven era cego e conseguiu mesmo assim se inscrever como um dos mais importantes compositores clássicos da história. Não podemos esquecer de Van Goh que pintou seus mais importantes quadros impressionistas quando já considerado louco. Todos esses gênios de alguma forma sabiam que cada fracasso trazia em si a semente de um êxito equivalente.

Quer você opte pela busca do sucesso que te trará abundância e prosperidade ou decida seguir ladeira abaixo em direção ao fracasso que te levará à miséria e a pobreza, o esforço será o mesmo. Traz Hill um poema que diz mais ou menos o seguinte:

Lutei toda minha vida por um centavo.
E a vida não quis pagar mais do que isso,
por mais que eu implorasse à noite,
quando contava meus escassos pertences.
Um dia me dei conta que a vida é apenas um empregador.
Ela te dá o que você pede,
desde que tenha estabelecido o salário
e agüentado cumprir a tarefa.
Trabalhei por um salário vil,
so para descobrir assombrado,
que qualquer salário que eu tivesse pedido,
a vida me teria pago com boa vontade.

“Navegar é preciso”, escreveu Fernando Pessoa. Diríamos que ”Sonhar é preciso” como etapa indispensável para o sucesso. Thomas Edson, apesar de semi analfabeto e de mais de dez mil fracassos, sonhava em fazer uma lâmpada operada por eletricidade e não desistiu até seu sonho se tornar realidade. Santos Dumont, da mesma forma que os irmãos Wright, sonhavam com a liberdade dos pássaros e tornaram a aviação uma realidade. Marconi foi detido e internado em um hospital psiquiátrico por ter sonhado em um sistema de comunicação sem fio e apenas por não ter desistido de seu sonho que você pode escutar rádio e ver televisão. Na história da humanidade, existem milhares de pessoas cujos sonhos ninguém acreditava, mas que tornaram a vida mais amena sobre a terra.

Sonhar é viver. Tenha sempre sonhos e terá vida não importa a idade. Pessoas com 90 ou 100 anos somente se mantém vivas porque ainda conservam sonhos. Conheço algumas pessoas em idade avançada que estão plenamente saudáveis, pois a fé nos seus sonhos não admite hipótese de morte sem que eles se transformem em realidade. Quais são teus sonhos? Se você se ver como um vencedor ou um fracassado de qualquer forma você estará certo. A qual grupo você decidiu pertencer? Que tipo de lembrança terão teus filhos de ti?

A FUNÇAO DO PAI

03-07-2010


A função do pai



Sou pai de seis filhos. Os melhores ensinamentos que obtive em toda a minha vida, vieram deles. Em função da diferença de idade entre eles, sinto que pude ser um pouco melhor pai na medida em que iam nascendo, mas a sensação que fica é que sempre temos muito a aprender com cada filho que nasce e, se tivéssemos 100 deles, mesmo assim teria ficado para atrás a sensação de que ainda erramos muito.

Se pode conseguir muito de nossos filhos se estivermos dispostos a pagar o preço por isso. Esse preço é estar disposto a tratá-los como indivíduos, buscando dar-lhes liberdade dentro dos limites de um amor saudável. Esse grau de liberdade a que precisam ser expostos os colocam em contato com todos os tipos de enganos e falsos valores e esse é o preço desagradável que a liberdade exige e você precisa estar disposto a enfrentá-los com o mesmo amor de sempre. Com freqüência somos tentados a buscar criar nossos filhos a nossa imagem e semelhança e torná-los feito um biscoito. Para isso basta usarmos em vez do amor a ameaça, o medo e a pressão. Não importa a forma como vamos educar nossos filhos pois sempre iremos pagar um preço por isso que vai se relacionar não somente a eles, mas também a nós pais, pois um dia nossos filhos crescem e se separam de nós. Minha sábia mãe um dia, numa das visitas que fazia com freqüência à sua casa em Santa Catarina, quando meus filhos eram pequenos e estavam num canto de um quarto brincando e brigando me chamou, apontou o dedo indicador para eles e sussurrou ao meu onvido: “veja que lindos são seus filhos! Curta-os muito agora pois um dia você os perderá a todos e nunca mais terá a intensidade da presença deles como agora”. Aos poucos fui sentindo suas proféticas palavras se realizando com meus filhos à medida que foram crescendo. Quase todos estão espalhados pelo mundo, vários morando na Europa e uma filha no Rio de Janeiro.

O processo de crescimento exige que um dia nos afastemos de nossos pais e família. No entanto, a única maneira saudável de nos afastarmos deles é mantendo intactos o sentimento de amor e de família, com a certeza que nossos pais, por pior que tenham sido, deram o máximo que podiam por nós e que o que não nos deram não tinham como nos dar. O filho ou a filha que sair de casa com esses sentimentos, levará consigo as bases indispensáveis para enfrentar a vida, não necessitando mais da presença física dos pais e irmãos, ainda que seja útil e importante.

Observo meus filhos, desde a mais velha que já passa dos 30 anos até a mais nova que fará esse mês 6 anos. Por mais que tenha me esforçado, é triste ver que não consegui e não consigo atender a muitas das suas expectativas e necessidades. E a única coisa que podem fazer é ver que não foi maldade de minha parte, mas apenas incompetência. Sei que meus filhos mais velhos sofreram mais pois, quando consegui aprender algumas lições com a vida e crescer um pouco como gente e como pai, já era tarde demais. Como psicólogo, faço minhas as palavras do Lorde Rochester quando disse que “ antes de me casar eu tinha seis teorias acerca da educação dos filhos. Agora tenho seis filhos e nenhuma teoria”. Pior do que isso, às vezes, temo que vários erros que cometi com eles pela minha incompetência e descuido, possam cometer com meus netos como se meus erros fossem modelo a ser seguido para educá-los.

Tenho os mesmos sentimentos do Dr. Jess Lair, pois também sinto que ainda que tenha 59 anos, continuo a não ser bom em um monte de coisas muito importantes. Tenho dificuldades em ouvir meus filhos e quando o faço preciso controlar meu ego para respeitá-los na forma distinta de pensamento e assim poder aprender. Quase sempre, quando discordo da minha Gabriela de apenas seis anos, depois me dou conta que ela estava certa e eu errado. Tantas vezes ela me faz perceber que inverto a ordem de valores e me preocupo com tantas coisas e deixo passar momentos únicos somente possíveis serem vividos na plenitude da convivência com ela, embalados pelo seu sorriso e olhar. Tantas vezes queria ter ajuda mais meus filhos financeiramente e até hoje sinto na pele os limites econômicos aos quais me impus quando decidi me contentar em ser um professor universitário. Quando vejo meus filhos espalhados, alguns morando do outro lado do oceano, tenho a sensação de que estão expostos a vários perigos e os queria de volta bem pertinho de mim e me vem uma cena que quando criança eu via constantemente, a de uma galinha com seus pintinhos em volta em busca de comida. Essa, vigilante, antes dos pintinhos, se dava conta da aproximação de um gavião esfomeado e com um rápido piado de alerta conseguia, em fração de segundos, que todos estivessem sob suas asas protetoras, obrigando o gavião a voltar para seu lugar.




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Comentários




Hanny
14-07-2010
Dr Claudio,ao ler seu relato falando sobre seus filhos me fez refletir em o qto preciso aproveitar mais os meus que os tive tao cedo e por precisar trabalhar nao pude ve-los crescer,hj tenho uma com 11 anos e que esta entrando na pré adolescencia e um de 4 anos que ja deixou de ser um bb,me fez pensar o qto preciso dar mais atençao a eles pois um dia pode ser tarde demais.Obrigada pelas palavras...

A SAÚDE E O ESTADO CRÍTICO DAS COISAS

20-11-2010


A saúde e o estado crítico das coisas



Indiscutivelmente a medicina com seus métodos preventivos e curativos deu um salto jamais visto no século passado e seu barco continua de vento em popa. Ainda que a AIDS tenha baixado a expectativa de vida em alguns países da África, a maioria absoluta dos países aumentou a expectativa de vida de sua população em duas ou três décadas. Temos, no entanto, em pleno início desse novo século, uma estatística que nos mostra que as pessoas estão ficando doentes em idades cada vez mais tenras e também a freqüência tem aumentado. Ainda que de forma didática se tenha dividido as doenças em físicas e mentais, sabemos que o ser humano é único e toda sua forma de ser, inclusive as doenças, precisa ser vista e estudada a partir de uma amplitude até há pouco não considerada.

Cada vez mais as doenças derivadas do estresse- incluindo aí a depressão e a ansiedade, têm sido comuns em nossa sociedade, principalmente nas grandes cidades. A situação é tão alarmante que a OMS(organização Mundial de Saúde) alerta que de cada dez consultas médicas, sete delas são conseqüência de problemas nutricionais. Estudos clínicos dentro dos critérios da ciência sugerem que de 50% a 75% de todas as idas aos postos médicos, sobrecarregando os sistemas de saúde do mundo inteiro, se devem principalmente a patologias derivadas do estresse. Hoje essas doenças matam mais do que o fumo. Oito em cada dez medicamentos vendidos nos EUA servem para tratar problemas direta ou indiretamente relacionados com o emocional: antidepressivos, ansiolíticos e pílulas para dormir; antiácidos para azia e úlceras e alguns outros para pressão alta. Para se ter uma idéia, nesse mesmo país, há alguns anos atrás, três dos medicamentos mais vendidos eram o Prozac, o Paxil e o Zoloft. Todos os três são antidepressivos. Estima-se que um em cada oito norte americano já usou antidepressivos. O pior é que as percentagens têm aumentado a cada ano.

Mas, se temos problemas psicológicos e afetivos é porque temos emoções e sabemos que sem elas a vida não teria a menor graça ou sentido. Como nos ensina o cientista e psiquiatra Frances Dr. David Servan-Schreider, autor do Best seller “ curar o estresse, a ansiedade e a depressão sem medicamento nem psicanálise”: sem amor, beleza, justiça, verdade, dignidade, honra e a satisfação que cada uma delas proporciona, o que tornaria a vida digna de ser vivida?

Sabemos que a medicina tem se utilizado de dois caminhos para tratar os problemas relacionados com o estresse, a ansiedade e a depressão, que são os pilares dos tratamentos emocionais: as psicoterapias e as medicações, ainda que existam técnicas alternativas eficientes. Pesquisa da Universidade de Havard mostra que os americanos que sofriam desses tipos de problemas preferiam se tratar por “métodos alternativos e complementares” do que as tradicionais psicoterapias e medicações. Nas psicoterapias, existem várias técnicas. Talvez as duas principais utilizadas sejam a psicanálise e as terapias cognitivas-comportamentais. Ainda que muitos teóricos considerem que a primeira seja mais efetiva e a segunda mais eficaz, a verdade é que ambas ficaram abaixo das expectativas em eficiência em termos de saúde pública. A psiquiatria biológica, através da medicação psicotrópica como o Prozac, Zoloft, Paxil, Xanax, Lítio,Zyprexa e tantos outros, domina o campo de intervenção em termos de saúde publica. Esses medicamentos, ainda que em algumas fases da dor psíquica sejam muito úteis para os pacientes, produzem efeitos colaterais altamente indesejáveis, dependência e são comprovadamente pouco eficazes em termos de remissão da patologia.

Uma revolução silenciosa está se operando para o bem em termos de saúde e muita gente tem se beneficiado. Ela é silenciosa porque contraria grandes interesses econômicos e muitos egos superlativos espalhados pelo mundo, situados principalmente dentro do mundo acadêmico. Estamos falando de nutrição celular que elimina em menos de um mês grande parte das doenças, diminuindo a necessidade de utilização de medicamentos. Estamos falando de metafísica e espiritualidade que restaura a solução dos problemas de dentro para fora a partir da força de onde todas as forças se originam, fonte inesgotável a nossa disposição no Universo em qualquer lugar e em qualquer momento, dando-nos a chance de resgatar o controle de nossas vidas e de nossa saúde, libertando-nos do jugo dos laboratórios. Todas essas técnicas se derivam de tradições multimilenares, ainda que a ciência esteja dando uma roupagem atualizada. Tantas outras técnicas, principalmente se usadas em conjunto, são altamente eficientes e, por serem naturais, sem nenhuma contra-indicação. Lembramos , dentre outras, o EMDR( Eye Movement Desensitization and Reprocessing), a acupuntura,os exercícios, a coerência cardíaca, a energia da luz e a programação do relógio biológico, e os ácidos graxos-3 como alimento cerebral. Infelizmente, a maioria absoluta dos médicos e psicólogos que procuramos ainda ficam limitados às psicoterapias e às medicações.

O EGO E O MONTE EVEREST

13-11-2010


O ego e o Monte Everest



Você deve estar se perguntando o que tem a ver o Monte Everest com o Ego.Vou explicar e espero que ao final dessa leitura tenha conseguido me fazer entender. Como psicólogo de formação aprendi que o Ego é a parte de nossa personalidade consciente e que tem conexão com as leis da realidade. Por muito tempo me guiei por essa definição que ajudou a entender um pouco as pessoas e a mim mesmo. Mas de uns anos para cá, tendo estudado o ego sob um outro ângulo ou então a partir de uma definição um tanto distinta, onde seu conceito estaria relacionado com uma mistura de auto-imagem alterada e sentimentos de arrogância, orgulho e prepotência. Percebi que grande parte das pessoas sofre desse mal e, o pior é que os mais doentes quase sempre são fracassados buscando uma compensação na auto enganação. Diante do tamanho do ego dessas pessoas, quase sempre o Monte Everest se parece uma montanha comum. Essas pessoas ficam tão desesperadas na busca do sucesso que se utilizam de atalhos como desonestidade, deslealdade, corrupção e do mais deslavado egoísmo, prejudicando a todos e até à natureza, sem se dar conta que quanto mais agem assim mais o afastam de si, pois o sucesso é uma deusa caprichosa que exige lealdade e princípios para poder compartilhar seus encantos.

Convivo em um meio onde tenho amigos que ganham desde um salário mínimo pelo que fazem, e outros que ganham mais de cem mil reais por mês. Os com menos sucesso financeiro são quase todos empregados e os ricos são alguns empresários mas, os que têm melhor situação econômica são autônomos e trabalham pelo sistema de marketing de rede multinível, como distribuidores independentes. Em minha fantasia esperava encontrar a arrogância nos ricos e a percebia confortavelmente instalada nos pobres. Pior do que isso parecia claro que os sentimentos de arrogância, prepotência e orgulho eram inversamente proporcionais às riquezas acumuladas. Percebi também que a riqueza ou a pobreza não tem relação direta com o nível de escolaridade, pois conheço várias pessoas que estudaram muito, chegando até ao nível de doutoramento, mas que são pobres, muitas vezes não somente economicamente mas também como pessoas. Por outro lado, conheço várias pessoas que tiveram uma educação formal que não passou do segundo grau, mas que adquiriam as informações corretas e que são extremamente bem sucedidas nos níveis econômico, afetivo e pessoal.

Presta atenção, você é muito importante, mas por pouco tempo. O seu sucesso ou fracasso lhe pertencem, para a felicidade ou ruína. Mas, como nos ensina Napoleon Hill, seu sucesso nunca é maior do que a humanidade. Não importa quão grande seja sua fortuna, no final não valerá nada e você nem ao menos conseguirá desfrutá-la se não for sábio. Evidente que uma vida bem sucedida deixa monumentos, principalmente se seu poder econômico acumular também o poder político. Todos sabemos que na selva da vida caminhamos sozinhos em uma estrada rodeada de perigos e, por mais que tenhamos pessoas que nos ajudem, a decisão final de cada passo que dermos nos pertence. Nessa caminhada temos dentro de nós os meios para vencer os inimigos da mente e estabelecer formas de riqueza verdadeira e felicidade permanente. Ainda que às vezes possamos ter a sensação que caminhamos sozinhos, somos observados a cada segundo de nossas vidas por forças e valores de um mundo além de nossos sentidos e que estão a nosso dispor para ultrapassarmos os limites das forças dessa natureza. Alguns chamam a isso de força do Universo. Eu chamo de força de Deus, pois, quando todos os instrumentos humanos falham ou alcançam seus limites na solução de nossos problemas, é que percebemos que temos uma força infinita a nossa disposição, cuja chave para recebê-la encontra-se no seio da espiritualidade.

Não há nada de errado com as riquezas ou com a pobreza. Ambas trazem em si as sementes do bem e do mal e apenas s sabedoria nos permitirá separar o joio do trigo. A riqueza material pode nos dar uma qualidade de vida material melhor, mas também pode nos levar a destruição. A pobreza nos fecha muitas portas do consumo, mas traz em seu bojo a semente da transformação e da luta para o sucesso. Como diz Napoleon Hill “ agora compreendo que não havia nada de errado com os Rolls-royces, nem com minha propriedade de Catskill Mountain; minha atitude é que era errada. Eu me levava exageradamente a sério. A sensação que eu causava ao mundo importava mais do que o respeito pelo mundo que me havia dado oportunidades”. Jamais esqueça, não importa quem você seja, nem o tamanho do ego que você se atribui, saiba que o mundo à sua volta é maior e mais importante do que você. Que você está de passagem e o mundo vai continuar e o que vai sobrar de sua vida será a lembrança dos teus atos na mente das pessoas e do quanto você as ajudou e as amou.

A LEI DO UNIVERSO

06-11-2010


A Lei do Universo



Somos muito preocupados com as leis criadas pelos homens, pois sabemos que seu descumprimento pode ter conseqüências legais que podem nos impor uma pesada multa financeira ou mesmo a cadeia. A punição apenas ocorre quando o infrator é descoberto ou pego em flagrante. Esse é um dos motivos pelos quais tanta gente descumpre as leis quando seguros de que não estão sendo vistos por ninguém ou que as conseqüências de seus atos não lhes serão imputadas.

Existe outro tipo de lei que está relacionada com a espiritualidade. Essa lei não é legalmente constituída pelos homens e por isso nem todos a cumprem. Essas leis pregam valores que atingem não somente os atos praticados, mas também os pensamentos. Impossível a transgressão sem sermos descobertos uma vez que a própria mente denuncia. Seu descumprimento sempre leva a conseqüências punitivas, ainda que nem sempre sejam percebidas e relacionadas pelo infrator. Mas, o perdão leva a extinção da culpa em havendo apenas um sincero arrependimento, sem outras conseqüências.

Existe ainda outro tipo de lei que é muitíssimo mais severa que as outras duas e da qual é impossível escapar. São as leis do universo. Tantas pessoas, quando acreditam que não estão sendo vistas ou que não vão ser descobertas, desrespeitam os direitos dos outros e da natureza. Como nos ensina Ralph W Emerson, o grande equívoco está na crença de que os maus conseguem êxito e de que a justiça não é realizada no presente; que o julgamento não é realizado nesse mundo; que os malvados têm êxito; que os bons são infelizes; que uma compensação a ambas as partes seria oferecida apenas numa vida futura; que os injustiçados, na outra vida irão se divertir muito mais do que os pecadores o fazem hoje. Na verdade, todas as outras leis são regidas por essa lei. Contra ela é inútil maquinar, conspirar ou conluir. As coisas se recusam a ser mal administradas por muito tempo. Se você é desonesto, logo sofrerá as conseqüências. Se come por prazer e não fornece os nutrientes que teu corpo precisa para funcionar bem, logo vai adoecer. Se mantiver hábitos destrutivos, seguramente tua velhice será de doença e dor, se conseguir chegar até lá. Se em teus atos acha que está sendo “esperto” desrespeitando a tudo e a todos, em pouco tempo teu mundo vai desmoronar. O tolo logo se dá conta que nem a si mesmo conseguiu enganar, uma vez que a justiça não demora, pois existe uma perfeita equidade ajustando seu equilíbrio em todas as partes da vida. Silenciosa e certamente, todo segredo é revelado, todo crime punido, toda qualidade recompensada, toda afronta desagravada. Completa Emerson dizendo que o que denominamos retribuição é a necessidade universal pela qual o todo aparece onde quer que uma parte apareça. Se vedes fumaça, existe o fogo. Se vedes uma mão ou um membro do corpo, sabeis que o tronco ao qual pertence encontra-se perto.

Imagino que você já tenha percebido que existe uma lei chamada de lei do retorno. Tudo o que você faz te é recompensado pelo universo. Este não identifica o que é bom ou mau. Ele apenas recompensa fielmente tudo o que for feito com a mesma moeda. Não esqueça, nessa lei não existe exceção. Todos os atos serão retribuídos, pois a natureza tem um pacto de fidelidade com cada um de nós e não falha em retribuir-nos por cada ato. Sempre receberemos de volta por tudo o que fizermos e jamais conseguiremos escapar dessa generosidade. Isso nos faz entender a importância de fazermos o bem, de ajudarmos as pessoas, de praticarmos atos construtivos, de nos preocuparmos com a preservação da natureza, de nos permitirmos apenas sentimentos de amor, carinho e proteção. Assim é que sentimentos de raiva, ódio, vingança, da mesma forma que atos desonestos ou antiéticos são como uma arma que apontamos contra nós mesmos. A sabedoria ainda é a maior conselheira para o cumprimento das leis do Universo. Assim, leia sempre o livro bíblico “ Provérbios” e se direcione por um princípio muito simples mas instrutivo, que nos foi deixado por Jesus há dois mil anos, descrito tanto em S Lucas quanto em S Mateus:“ o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles”(Lc 6:31). “ Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas”.
(Mt 7:12).